É com muita alegria que anuncio o pré-lançamento do meu livro, Dita Dura. Representa a estação final de um percurso de combate social, que muitas vezes assumiu a forma política, mas que sempre foi uma cruzada pelo Porto, por Portugal e, principalmente, pelos que têm voz, mas não conseguem ou não podem falar. Sem medo.
Confesso que a única coisa que ganhei neste caminho foi uma infinidade de inimigos e o que mais perdi foram amigos — o que lamento profundamente. Conheci pessoas muito interessantes, mas, sobretudo, anões que, pela televisão, parecem gigantes. Todos sabemos como o ser humano pode ser intriguista, maldoso, manipulador e estúpido. Não consegui ir onde estes vão. Levantaram-se muros e destruíram-se pontes, o que teve implicações profissionais e pessoais. Mas quem me conhece sabe que nunca tive receio de confrontar, seja quem for, em nome de causas justas. Portugal foi vendido há muito e os donos não gostam de quem não desiste da nossa pátria, das nossas gentes e da nossa cultura. Agora que parto numa carreira académica, opto apenas por prescindir das abordagens opinativas e dou exclusividade à pesquisa científica.